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Aula inaugural da graduação aborda uso ético da IA pela comunidade acadêmica

Escrito por ascom.ufam | Publicado: Quarta, 12 de Agosto de 2026, 14h35 | Última atualização em Quarta, 12 de Agosto de 2026, 14h35 | Acessos: 109

 

Na manhã desta terça-feira, 11, ocorreu a Aula Inaugural da Graduação do segundo semestre de 2026, ministrada pela professora do Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia (Icet), Luana Priscila Wunsch. O evento, promovido pela Pró-reitoria de Ensino de Graduação (Proeg) teve como tema: “O uso ético da IA na Graduação”, foi realizado de forma híbrida no Auditório Eulálio Chaves e com a transmissão da TV Ufam. 

Compuseram a mesa de honra do evento, além da reitora da Ufam, professora Tanara Lauschner, e do vice-reitor, professor Geone Maia, as pró-reitoras Camila Ferreira da Silva Lopes (Proeg) e Sandra Helena da Silva (Proae), o representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Ricardo Miranda, a representante das estudantes da Ufam, Manuela Herculano e o representante dos estudantes da Ufam e do movimento #Feff sem assédio, Gabriel Alves. 

Representando o DCE, Ricardo Miranda,  estudante do curso de Ciências Econômicas, apresentou algumas reflexões sobre o uso da IA em nossos dias. “Queria deixar para vocês uma reflexão, para vocês pensarem o que é possível a gente criar de fato com a inteligência artificial, quem são as pessoas que estão por trás dessas empresas de inteligência artificial, e o que o nosso país ganha, qual é a influência que a minha área de estudo, a minha área de atuação vai ter na inteligência artificial, qual vai ser a influência que a inteligência artificial vai ter na minha profissão. E aí quando a gente parte, sai dessa esfera de só saber o que nós vamos fazer com ela e refletir o mundo que nós vamos criar com ela, é que a gente consegue, de fato, criar uma inovação para a nossa sociedade”, apontou. 

A estudante do curso de Educação Física, Manuela Herculano, representante do movimento Feff Sem Assédio, incentivou os seus pares a ocuparem os espaços de decisão na Universidade. “Uma aula inaugural também é um momento de recomeço acadêmico. E desejo que possamos aproveitar não só aquilo que a Universidade tem para ensinar, mas também aquilo que ela permite à gente viver e construir coletivamente. E hoje, nossas palavras de boas-vindas para este novo semestre que se inicia para todos, especialmente para os alunos, é que ocupem esses lugares que pedem a participação estudantil. Ocupem a Universidade, questionem, se interessem, participem, não tenham medo de falar que algo está errado, porque a Universidade é nossa, a Ufam é dos estudantes. Então, que esse novo semestre seja um espaço de aprendizado, mas também de respeito e de acolhimento, realmente. Sejam todos muito bem-vindos”, declarou.

Para o estudante Gabriel Alves, que também representa o movimento Feff Sem Assédio, neste início do segundo período letivo de 2026, é necessário seguir na luta por uma Universidade que assegure ainda mais os direitos de seus estudantes. “Porque existe uma coisa que nós consideramos muito importante durante todo o processo de criação do movimento, que o movimento não é inimigo da Ufam. Quando nós denunciamos o problema, ou questionamos uma estrutura, não quer dizer que a gente está atacando a Ufam, mas, sim, protegendo ela. Porque defender a Ufam também significa querer que ela seja cada vez mais segura, mais inclusiva e  mais humana para as pessoas que compõem a Universidade”, disse.

A pró-reitora de Assistência Estudantil (Proae), professora Sandra Helena da Silva, apresentou, em seu discurso, as principais ações da pró-reitoria. “A pró-reitoria dialoga bastante com os estudantes, nas diversas frentes de trabalho, de ações, que estão no dia a dia dos estudantes, por exemplo, o Restaurante Universitário, a Cuidoteca, o espaço das crianças na nossa Universidade, também é gestada por nós da pró-reitoria, o espaço do Núcleo de Acessibilidade e Permanência também é uma das atividades da Proae e também os editais. Nós temos uma série de editais que são divulgados durante o ano para que o aluno tenha melhores condições de permanecer na Universidade”, detalhou a gestora. 

A pró-reitora de Ensino de Graduação, professora Camila Ferreira da Silva Lopes, elencou algumas das iniciativas da Proeg como o seminário voltado para coordenadores de curso e a retomada das aulas inaugurais. “A nossa ideia é retomar as aulas inaugurais para que elas aconteçam em todos os semestres para fazer esse movimento que a gente está vivendo hoje: poder olhar no olho um do outro, todo mundo poder se se ver, se cumprimentar, se conhecer, fazer esse processo de acolhida de quem está chegando, mas também de quem é veterano e veterana, da gente poder tirar um tempinho no início do semestre para respirar, tomar um fôlego e começar o semestre”, contou.

Já o vice-reitor, professor Geone Maia, parabenizou a Proeg pela realização do evento e destacou a importância da integração da comunidade acadêmica neste início de atividades do segundo semestre do ano. “É muito importante trazer os alunos nesse início de semestre para que eles possam ter novas descobertas, essa integração é muito importante para os nossos alunos de graduação aqui da capital e para os nossos alunos localizados nos campi do interior”, declarou em seu pronunciamento. 

Procedendo a abertura da aula inaugural, a reitora deu as boas vindas a todos os presentes e falou da necessidade de todos trabalharem no combate ao assédio dentro da Ufam. “Gostaria de cumprimentar os estudantes Ricardo, a Manoela e Gabriel, e dizer o quanto é importante para nós, da administração superior, esse movimento dos estudantes no combate ao assédio. Porque o combate ao assédio, ele não é responsabilidade somente da reitoria, ele é responsabilidade de todos nós. A apuração das denúncias, é responsabilidade da corregedoria, das unidades acadêmicas e das unidades administrativas. E nós, nessa administração, estamos apurando todas as denúncias, porque é isso que uma instituição séria precisa fazer. E, concordo plenamente com o Gabriel, é assim que a gente protege a nossa Instituição. Mas mais do que isso, a gente precisa proteger as nossas vítimas. Nós precisamos afastar os denunciados, os possíveis assediadores, e nós temos feito isso. Nós os temos afastado preventivamente, enquanto as denúncias são apuradas. Então, eu peço aqui o apoio e o empenho de todos e todas nessa luta, que é uma luta de todos nós, para que a gente não tenha mais assédio dentro da Universidade Federal do Amazonas”, disse.

Sobre o tema do evento, a reitora, que é docente do Instituto de Computação (Icomp), abordou a questão legal relativa à IA. “A pergunta não é se nós vamos usar ou não a inteligência artificial. Todos nós já a usamos. A pergunta é como usar, qual a maneira de usar a inteligência artificial de forma ética, de forma responsável, respeitando todo o processo de ensino e de aprendizagem. E falar um pouco também, acho que o Ricardo trouxe um ponto aqui em relação à soberania nacional. Eu acho que é importante dizer que o Brasil tem uma das legislações mais avançadas em relação à internet, que é o nosso  Marco Civil da Internet. É uma legislação que traz princípios, que é o decálogo, que são os 10 princípios da nossa internet. Nós somos um dos poucos países que defende a neutralidade da rede, ou seja, independente do que está circulando na rede, não cabe a ninguém abrir aqueles pacotes e dizer: esse vai circular de uma maneira mais rápida, esse não vai chegar pra ninguém, esse aqui a gente vai diminuir o tráfego, então o decálogo da internet é algo muito importante”, expôs.

Aula Inaugural

“O uso ético da IA na Graduação” foi exposto pela docente do Icet, em Itacoatiara, Luana Priscila Wunsch, a qual discorreu sobre a presença das tecnologias na educação, a ética e a equidade no uso da IA no meio acadêmico, e sobre como saber o que é necessário no uso da IA e o que é “desaprendente”. Para apresentar sua argumentação, a professora se baseou nas respostas de um grupo de professores e estudantes da Ufam. Segundo ela, a estética e a otimização do tempo são as principais razões para o uso da IA em tarefas acadêmicas de ambos, docentes e discentes. “Inteligência artificial é interessante na prática da graduação pela administração do tempo, então, IA e tempo docente e discente estão intimamente ligados”, pontuou. “Será que ela vai fazer do jeito que nós esperávamos que ela fizesse? Será que nós estamos críticos e reflexivos o suficiente para que o que ela fez não era tão bom assim? Talvez nós tenhamos que pensar o nosso senso estético do trabalho de graduação, nós temos que apurar mais esse senso do que é necessário, do que nós temos que aprender, do que é importante. Porque pode ficar mais rápido, mas talvez não fique do jeito que imaginávamos e o pior, que é o grande alerta, nós nem saibamos que não estava do jeito que nós imaginávamos. E é essa falta de noção do que nós esperamos que é o que me preocupa”,  ressaltou.

 

 

 

 

 

 

 

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