Telepnar é reconhecido pela OPAS e passa a integrar Portal Internacional de Boas Práticas em Saúde Pública
Publicação sobre o projeto da UFAM/MS destaca a experiência amazônica como referência em saúde digital e compartilhamento de soluções para desafios de acesso ao cuidado nas Américas.
O Projeto Telemonitoramento de Pré-Natal de Alto Risco em Áreas Remotas do Amazonas (TELEPNAR) passou a integrar o Portal de Boas Práticas em Saúde Pública – Experiências e Lições Aprendidas das Américas, iniciativa da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
A publicação coloca a experiência desenvolvida pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Ministério da Saúde (MS) , alocada no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), em uma vitrine internacional de iniciativas consideradas relevantes para o fortalecimento dos sistemas de saúde e para a promoção do acesso equitativo ao cuidado.
O Portal de Boas Práticas da OPAS reúne experiências exitosas de diferentes países das Américas que apresentam resultados concretos, potencial de replicação e contribuições para os desafios da saúde pública contemporânea. A iniciativa foi criada com objetivo de identificar as gestações de risco e compartilhar os cuidados com a atenção primária de saúde, desta forma diminuindo morte materna, fetal e neonatal além de criar um banco de dados que permita sensibilizar gestores, profissionais de saúde, pesquisadores e instituições na melhora da qualidade a assistência.
Para que uma iniciativa seja publicada no Portal de Boas Práticas, ela passa por um processo de avaliação minucioso conduzido pela OPAS. Entre os principais aspectos avaliados estão a efetividade dos resultados alcançados, a eficiência no uso de recursos e o custo-efetividade da ação. Além disso, a OPAS analisa a sustentabilidade da iniciativa ao longo do tempo, seu potencial de inovação, a participação ativa dos atores envolvidos e beneficiários, a capacidade de a experiência ser replicada e adaptada com sucesso em outros contextos.
A presença do TELEPNAR no Portal de Boas Práticas representa o reconhecimento de que a experiência desenvolvida na Amazônia possui relevância para além das fronteiras regionais e nacionais. Na prática, isso significa que a metodologia, os fluxos de trabalho, os resultados e as lições aprendidas pelo projeto passam a estar disponíveis para consulta por gestores, pesquisadores, profissionais de saúde e organismos internacionais de toda a região das Américas. A iniciativa torna-se uma referência que pode inspirar adaptações e replicações em outros territórios que enfrentam desafios semelhantes de acesso à saúde.
O que é a OPAS?
Fundada em 1902, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) é a instituição internacional de saúde pública mais antiga do mundo e atua como escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para as Américas.
A instituição trabalha em cooperação com os países da região para fortalecer sistemas de saúde, ampliar o acesso aos serviços, promover a equidade e apoiar políticas públicas voltadas à melhoria das condições de vida das populações. Por sua relevância técnica e institucional, a OPAS é uma das principais referências internacionais na área da saúde.
Sobre o TELEPNAR
Conforme destacado na publicação da OPAS, o TELEPNAR desenvolveu um modelo de acompanhamento que articula telessaúde, atenção especializada e serviços locais para apoiar o cuidado de gestantes em territórios marcados por grandes distâncias geográficas e desafios de acesso. A experiência evidencia como a utilização estratégica das tecnologias digitais pode fortalecer a coordenação do cuidado, qualificar a tomada de decisão das equipes de saúde e ampliar o acompanhamento oportuno em contextos amazônicos, gerando resultados que hoje servem de referência para outros cenários com características semelhantes.
Um reconhecimento para a Amazônia
Ao integrar o Portal de Boas Práticas da OPAS, o TELEPNAR reforça a capacidade da Amazônia de produzir soluções inovadoras para desafios complexos da saúde pública.
Para a equipe do projeto, a publicação representa a validação de anos de trabalho dedicados à ampliação do acesso ao cuidado especializado para gestantes de alto risco em áreas remotas do Amazonas e estados com a realidade semelhante na Amazônia Legal, reconhecendo que soluções construídas a partir da realidade local podem produzir impacto social capaz de alcançar relevância internacional.
Confira a publicação: https://portalbp.paho.org/es/goodpractices/resource/?id=656
Foto: Karine Pantoja
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