Ufam e Embrapa firmam acordo de cooperação para fortalecer pós-graduação em Ciência Animal e Recursos Pesqueiros
Parceria prevê atuação conjunta em atividades de ensino, pesquisa e orientação acadêmica no âmbito do PPG-CARP
A Ufam e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Amazônia Ocidental) firmaram um Acordo de Cooperação Técnica voltado ao fortalecimento do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal e Recursos Pesqueiros (PPG-CARP). O instrumento prevê a realização de atividades conjuntas de ensino, pesquisa e orientação acadêmica entre as instituições.
Com vigência de cinco anos, o acordo possibilita a participação de pesquisadores da Embrapa em atividades de docência, orientação, coorientação e supervisão de dissertações e teses de mestrado e doutorado da Ufam. Além disso, estudantes vinculados ao programa poderão desenvolver atividades acadêmicas e científicas nas dependências da Embrapa, com acesso à infraestrutura e às linhas de pesquisa da instituição.
A cooperação também estabelece ações integradas para o desenvolvimento de pesquisas em áreas relacionadas à ciência animal e aos recursos pesqueiros, ampliando as possibilidades de formação prática e de produção científica na Amazônia.
Integração entre universidade e pesquisa aplicada
O acordo define responsabilidades compartilhadas entre Ufam e Embrapa para execução das atividades previstas, incluindo disponibilização de recursos humanos, tecnológicos e materiais necessários ao desenvolvimento das ações.
Entre as atribuições da Ufam está o credenciamento de pesquisadores da Embrapa para atuação nos programas de pós-graduação e a autorização da participação de estudantes em atividades acadêmicas e de pesquisa desenvolvidas na empresa pública. Já a Embrapa ficará responsável por disponibilizar pesquisadores e infraestrutura para o desenvolvimento das atividades previstas no instrumento.
A coordenação das atividades será realizada pelo professor João Paulo Ferreira Rufino, representando a Ufam, e pela pesquisadora Edsandra Campos Chagas, pela Embrapa.
Formação acadêmica e desenvolvimento regional
A coordenação das atividades será realizada pelo professor João Paulo Ferreira Rufino, representando a Ufam, e pela pesquisadora Edsandra Campos Chagas, pela Embrapa Amazônia Ocidental.
O acordo também estabelece diretrizes relacionadas à proteção de dados, confidencialidade, propriedade intelectual e divulgação científica dos resultados produzidos durante a cooperação. Publicações decorrentes das pesquisas deverão ocorrer mediante comunicação prévia e anuência entre as instituições parceiras.
Segundo o documento, a iniciativa busca ampliar a integração entre ensino, pesquisa e inovação, fortalecendo a formação de mestres e doutores e incentivando a produção de conhecimento científico voltado às demandas regionais da Amazônia.
A Assessoria de Relações Internacionais e Interinstitucionais (ARII) avalia a cooperação entre a Ufam e a Embrapa como uma iniciativa estratégica para o fortalecimento da pós-graduação, especialmente por integrar a produção acadêmica universitária à expertise técnico-científica de uma instituição de referência nacional e internacional em pesquisa agropecuária, ambiental e em recursos naturais. No caso do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal e Recursos Pesqueiros (PPG-CARP), a parceria amplia a capacidade formativa do programa ao possibilitar a participação de pesquisadores da Embrapa em atividades de docência, orientação, coorientação e supervisão de dissertações e teses.
A assessora da ARII, Sheila Cordeiro, ressalta que acordos como este ampliam significativamente as oportunidades acadêmicas e científicas para estudantes e pesquisadores da Ufam, pois favorecem o acesso a infraestrutura especializada, laboratórios, campos experimentais, bases de dados, metodologias aplicadas e ambientes institucionais de pesquisa altamente qualificados.
“A possibilidade de os estudantes desenvolverem atividades nas dependências da Embrapa representa um ganho formativo importante, pois aproxima a formação acadêmica das práticas científicas, tecnológicas e produtivas relacionadas à realidade amazônica.”, destacou.
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