São Gabriel da Cachoeira - Com projeto sobre adaptação climática, discentes da Ufam participam de qualificação promovida pela Rede de Formação em Cultura Digital - LABIC Amazonas
Os alunos do curso de Gestão Ambiental, ligados ao Centro de Educação a Distância da Universidade Federal do Amazonas (CED/Ufam), no polo de São Gabriel da Cachoeira (AM), aprovaram o projeto sobre adaptação ambiental intitulado “São Gabriel Sustentável” no edital da Rede de Formação em Cultura Digital (LABIC/Amazonas). O projeto é resultado das oficinas promovidas na cidade, em novembro, pela Pró-Reitoria de Extensão (Proext) e Centro de Ciências do Ambiente (CCA) da Ufam.
Ao todo, foram selecionados 30 projetos, que participarão, entre 4 e 7 de fevereiro, de um processo formativo composto por encontros presenciais, oficinas, mentorias e atividades colaborativas, além de receberem apoio financeiro no valor de R$ 1.000,00. O objetivo é fortalecer projetos, ações e organizações que atuam no campo da cultura digital, da inovação cidadã e da diversidade sociocultural no município de São Gabriel da Cachoeira (AM).
Projeto sobre adaptação ambiental
Os alunos da Ufam iniciaram uma ação de monitoramento dos aspectos ambientais do município de São Gabriel da Cachoeira (AM) com foco no acompanhamento da qualidade dos igarapés, da coleta e destinação de resíduos sólidos, da arborização urbana, dos espaços verdes e da qualidade de vida da população, considerando a adaptação do município às mudanças climáticas e ao fortalecimento de instrumentos de gestão urbana. De acordo com o professor da oficina e diretor do CCA, docente André Mendonça, são utilizadas ferramentas georreferenciadas e de baixo custo, em que os estudantes realizam coletas de imagens ao nível da rua para identificar e mapear problemas ambientais, subsidiando a proposição de ações, o planejamento público e a melhoria das condições de vida da população urbana e periurbana.
“O projeto foi desenvolvido por 15 estudantes e tem como público-alvo a população urbana e periurbana, considerando especialmente os desafios futuros associados às mudanças climáticas e à possível intensificação de fluxos migratórios para a cidade. A iniciativa também reconhece a importância da mitigação da degradação ambiental em áreas de influência das terras Indígenas como Cué Cué–Marabitanas, Waruaw, Bawari, Balaio e Yanomami”, explicou o diretor.
Segundo a discente, Margarete dos Santos Andrade, da etnia Baré, a participação dos alunos do curso de Gestão Ambiental/CED/Ufam representa uma oportunidade concreta de atuarmos como agentes transformadores, colocando em prática os conhecimentos adquiridos ao longo do curso. “Mais do que executar tarefas, nosso envolvimento pressupõe a aplicação crítica do saber acadêmico e a proposição de soluções sustentáveis capazes de impactar positivamente a realidade ambiental do nosso município”, destacou uma das proponentes do projeto.
O projeto tem o apoio institucional da Pró-Reitoria de Extensão (Proext) e para a pró-reitora, professora Flávia Melo, a iniciativa dos alunos revela questões importantes sobre o aproveitamento da atividade realizada durante o Circuito Amazônico de Extensão, em São Gabriel da Cachoeira, no mês de novembro de 2025.
“Acredito que essa proposição demonstra o empenho dos estudantes no fortalecimento do senso de pertencimento e também uma compreensão fundamental do que é o cerne da extensão universitária: a ideia de que todo o conhecimento que produzimos, aprendemos e aplicamos no ambiente de formação acadêmica só faz sentido quando retorna à comunidade. Quando esse conhecimento volta, ele se materializa em produtos, ações e transformações concretas”, ressaltou a pró-reitora.
A professora Flávia Melo falou ainda do novo campus da Ufam, em São Gabriel da Cachoeira, e do papel da Ufam junto às instituições da cidade relacionadas à preservação do espaço que será ocupado, especialmente no que diz respeito à gestão de resíduos sólidos. “Também surgiram demandas ligadas ao planejamento urbano da cidade e todas essas questões, de alguma forma, estão presentes e começam a ser, ainda que timidamente, respondidas por esses estudantes, que trazem uma percepção prática dos problemas, ancorada na relação cotidiana que mantêm com o território. Essa turma nos ajudam a compreender como a Universidade pretende se erguer fisicamente naquele território: a partir do diálogo e da valorização do que já existe ali, no território do Rio Negro. Essa aproximação e esse diálogo, construídos a partir do protagonismo estudantil, são fundamentais. Eles nos mostram como a cooperação entre diferentes setores da nossa instituição é não apenas desejável, mas necessária”, finalizou a pró-reitora de Extensão.
Sobre a Rede de Formação em Cultura Digital (LABIC/Amazonas)
O edital da Rede de Formação em Cultura Digital (LABIC/Amazonas) é organizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pelo Ministério da Cultura e selecionou propostas alinhadas a eixos temáticos como culturas indígenas, mídias e diversidade, tecnologias abertas, formação livre, economia solidária, meio ambiente, acessibilidade e ações culturais de base comunitária.
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