Docente da Ufam escreve sobre os 85 anos do Serviço Social no estado do Amazonas
A professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a docente Heloisa Helena Corrêa da Silva, escreveu uma reflexão alusiva aos 85 anos do Serviço Social no estado do Amazonas. A data foi celebrada em 15 de janeiro, e a professora faz um resgate da trajetória histórica da profissão, desde a formação dos primeiros assistentes sociais na região, destacando suas bases humanistas iniciais e sua evolução teórico-política até a perspectiva crítica contemporânea.
Confira o texto na íntegra:
15 de janeiro, Serviço Social, em Movimento!
Na passagem do octogésimo quinto aniversário (85 anos) do Serviço Social no estado do Amazonas, a partir da capital Manaus há registro na historia da constituição das mais antigas Escolas de Serviço Social da América Latina (Chile- 1925, Brasil, a partir de 1.936, Peru, 1.937). No Amazonas como é sabido, a Escola de Serviço Social Doutor André Vidal de Araújo formou oficialmente desde 1.941 os primeiro profissionais de Serviço Social, tendo como referência o Humanismo Religioso norte-americano e o Humanismo europeu que se diferenciava do primeiro mencionado, aproximando-se mais do existencialismo, por valorizar a experiência e a responsabilidade individual, reexaminando o ser humano em contextos de crises sociais e políticas cada vez mais agudas. Ressalta-se, contudo, que as correntes humanistas, também estavam preocupadas em minimizar a “pobreza e outras mazelas” oriundas do desenvolvimento em contextos de urbanização, através da assistência. Este breve artigo não pretende revisitar documentação que se acumula sobre o Serviço Social no estado do Amazonas, mas, evocar o movimento permanente dessa profissão que se refaz conjunturalmente; daí o necessário registro em 15 de janeiro de 2026, sobre o balizamento teórico contemporâneo, fincado na vertente crítica, que se volta institucionalmente para “As Expressões da questão social” sem perder o foco da questão social, que é estrutural. O Serviço Social em movimento, no estado do Amazonas, convive contraditoriamente, com práticas que não acompanharam o caminhar do cidadão e da cidadã atendidos por programas sociais ou de pessoas que buscam no trabalho do profissional de Serviço Social orientação para resolução de questão étnico-racial, geracional e, relacionadas à classe social, esta, em sua complexidade e de difícil solução. Nesse jogo de forças, a profissão exige o reexaminar ético-político e interventivo do trabalho profissional na contemporaneidade articulados ao debate permanente sobre o significado da profissão, em mudanças no Código Profissional e na Formação Acadêmica. É o Serviço Social amazonense, em movimento.
Sobre a docente
Heloisa Helena Corrêa da Silva é professora titular da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Departamento de Serviço Social. Graduada em Serviço Social pela Ufam. Mestre, doutora e Pós doutora em Serviço Social pela PUC-SP. Pós doutora pelo Grupo de Pesquisa do Diretório de Grupos do CNPq/Universidade de São Paulo – USP - Geografia, Gênero, Família e Trabalho. Assistente Social CRESS/AM no 688.
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