Seletor idioma

Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Notícias > Projeto de extensão distribui e ensina a fazer sabonetes e velas repelentes contra dengue e malária em Humaitá
Início do conteúdo da página

Projeto de extensão distribui e ensina a fazer sabonetes e velas repelentes contra dengue e malária em Humaitá

Acessos: 106

Com parcerias institucionais, projeto já atendeu cerca de mil pessoas, tendo as populações ribeirinhas como público prioritário

Humaitá apresenta alto número de notificações de casos de malária e dengue. No ano de 2019, a cidade registrou 1.765 ocorrências de malária e 70 de dengue, o que fez a Secretaria Municipal de Saúde alertar à Universidade Federal do Amazonas (Ufam) para o quantitativo de casos.

E foi com a inquietação do que a universidade poderia fazer para prevenção das enfermidades que o professor Renato Abreu Lima, do Instituto de Educação, Agricultura e Ambiente (IEAA/Ufam), iniciou o projeto de extensão "Os produtos naturais no combate à doenças tropicais no Amazonas” em 2019. Em razão da pandemia de Covid-19, o projeto foi paralisado e retoma agora suas atividades. 

“O principal objetivo foi justamente o de sensibilizar os moradores, a sociedade em geral, de Humaitá, as escolas, os estudantes, para que a ação de dengue e malária pudesse ser um fator diminutivo. Nos últimos cinco anos nós recebemos notificação da Secretaria Municipal de Saúde pedindo ajuda para poder reduzir os números de casos que estavam crescendo de dengue e de malária no município de Humaitá”, explica o coordenador do projeto, Renato Abreu.

O projeto é vinculado aos cursos de graduação em Ciência - Biologia e Química, Engenharia Ambiental e Agronomia do IEAA e aos programas de pós-graduação de Ciências Ambientais e de Ensino de Ciências e Humanidades. 

Sabonetes e velas repelentes

A atuação do projeto ocorre por meio de palestras de conscientização em escolas estaduais e municipais, em praças públicas e no Instituto Federal do Amazonas (Ifam). Durante as atividades, os extensionistas distribuem e ensinam como produzir sabonetes e velas repelentes, utilizando óleos essenciais de plantas, em oficinas nas comunidades. 

“São produtos que não poluem tanto o meio ambiente como aqueles produtos industriais convencionais, que são vendidos nas indústrias e nos mercados públicos”, explica o docente.

A equipe do projeto também confecciona folders, cartazes e publicações em mídias digitais que abordam a prevenção das doenças tropicais. O projeto já atendeu cerca de mil pessoas, tanto na zona urbana como na zona rural de Humaitá. As comunidades ribeirinhas, população mais vulnerável a essas doenças, são um dos principais públicos atendidos pelo projeto. O professor Renato Abreu destaca as comunidades de Praia de Lábrea, Praia do Gado, Maciari, Cassianã, Prego e Laranjeiras. 

Buscando abranger o maior número de pessoas para sensibilização da prevenção contra dengue e malária, o projeto mantém parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com a Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (Seduc) e com a Secretaria Municipal de Educação de Humaitá. 

Conscientizar e prevenir

Renato Abreu Lima aponta que o projeto promove importante impacto social no município por meio da conscientização da população para combater a proliferação dos mosquitos que transmitem a dengue e a malária.

“Fazendo um comparativo com os anos anteriores, a gente percebe que está tendo uma diminuição de casos e isso se deve não somente pela questão da atuação da Ufam, mas também por todas as ações educativas que a Semed, a Seduc e a própria Secretaria de Saúde realizam para a população de Humaitá. Então, somado a esse fator social, acredito que o impacto social é justamente alertar a população para que nós não tenhamos índices grandes da doença que pode levar à morte de um morador da cidade”, afirma o coordenador.

Dengue

A dengue, que integra o grupo das arboviroses, é uma doença ocasionada pelo vírus da  família Flaviviridae e do gênero Orthoflavivirus, sendo conhecido quatro tipos de sorotipo: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. A fêmea do mosquito Aedes aegypti (significa "odioso do Egito") é vetor da doença e usa água parada para depositar seus ovos. 

Os sintomas mais comuns da dengue são febre alta, dor de cabeça e/ou atrás dos olhos, enjoo, moleza, dor nas articulações e manchas vermelhas pelo corpo. A doença pode progredir para formas graves que estão associadas ao extravasamento grave de plasma, hemorragias severas ou comprometimento grave de órgãos, que podem evoluir para o óbito. Em 2024, a vacina contra a dengue entrou pela primeira vez no Calendário Nacional de Vacinação no Brasil.

Malária

Causa pelo parasita do gênero Plasmodium, a malária é transmitida para humanos pela picada de fêmeas infectadas dos mosquitos Anopheles (mosquito-prego), mais presentes ao amanhecer e ao anoitecer. A doença tem tratamento, mas se não diagnosticada adequadamente pode agravar e levar ao óbito. 

Os sintomas mais comuns são febre alta, calafrios, tremores, suor excessivo e dor de cabeça. O tratamento, após o diagnóstico, é realizado de forma ambulatorial, com medicação distribuída gratuitamente pelo Sistema único de Saúde (SUS). 

registrado em: ,
Fim do conteúdo da página