Técnico-administrativos em educação da Ufam aderem à greve nacional
Os servidores técnico-administrativos em educação (TAEs) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) informam que aderiram à greve nacional da categoria no dia 4 de março de 2026, na modalidade de esvaziamento. As atividades locais de greve são coordenadas pelo Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas (Sintesam).
Nacionalmente a categoria iniciou a greve no dia 23 de fevereiro em razão do não cumprimento integral do acordo firmado com o governo após o movimento paredista de 2024. A greve é liderada em âmbito nacional pela Federação dos TAEs (Fasubra). O Comando Nacional de Greve realiza atos em Brasília cobrando que o governo federal receba representantes da categoria.
Atividades essenciais
Na Ufam, apenas o Comando Local de Greve (CLG/Sintesam) é responsável por receber e analisar as solicitações de atividades essenciais. O Comando esclarece que são consideradas essenciais aquelas atividades que não sendo realizadas tragam riscos iminentes à vida, danos ao patrimônio físico e humano, processamentos críticos e atividades que potencializam a greve.
Solicitações de análise de atividades essenciais devem ser encaminhadas para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..
Demanda da categoria
Os TAEs reivindicam que o governo federal atenda integralmente o acordo fruto da greve de 2024. Confira as demandas da categoria:
- Jornada de 30 horas: a categoria reivindica o cumprimento da implantação da carga horária de 30 horas para todos os TAEs.
- Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC): reivindicação da publicação do decreto de regulamentação do RSC, instituído pela Lei Nº 15.367/2026, da inclusão de de aposentados, pensionistas e servidores em estágio probatório e a implantação do nível RSC 7 para portadores do título de doutor
- Adicionais ocupacionais: reivindicação de ajuste nos critérios de concessão, especialmente do adicional de insalubridade; concessão de adicional por risco biológico a professores e gestores (exposição integral ao risco); e revisão da Instrução Normativa nº 15/2022.
- Reposicionamento dos aposentados: a categoria demanda a correção do reposicionamento dos servidores TAEs aposentados na tabela do Plano de Carreira (PCCTAE). O grupo de trabalho sobre o tema foi encerrado unilateralmente pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
- Democratização: a pressão da categoria contribuiu para o fim da lista tríplice para a escolha dos reitores das universidades pela Lei Nº 15.367/2026. Porém, os TAEs reivindicam a ampliação do processo democrático, com a paridade de votos na eleição das direções das unidades acadêmicas e a possibilidade de servidores técnicos se candidatarem aos cargos de reitor e de vice-reitor.
- Racionalização dos cargos: reivindicação da regulamentação das atribuições dos cargos amplos (Lei nº 15.141/25) e da distribuição dos 4 mil códigos de técnico e 6 mil códigos de analista em educação.
- Afastamento para pós-graduação: a categoria pleiteia o reconhecimento de cursos de pós-graduação no exterior, bem como o aproveitamento de disciplinas de graduação e pós-graduação para progressão por capacitação.
- Carga horária de profissões: os TAEs demandam o respeito às cargas horárias específicas de profissões regulamentadas, como assistentes sociais e psicólogos.
- Aceleração aposentados: a categoria reivindica que a aceleração da progressão por capacitação seja aplicada com paridade aos aposentados, o que não foi atendido com a implementação da Lei nº 15.141/2025.
- Atribuições dos cargos: a categoria pleiteia a revisão das atribuições dos cargos amplos criados pela Lei Nº 15.367/2026, bem como que o tema receba atenção prioritária pelo MEC e seja encaminhado ao MGI.
- Concurso Libras: as universidades vivenciam grande defasagem de tradutores e intérpretes de Libras. Os TAEs reivindicam aumento de cargos e realização de concurso para tradutores e intérpretes de Libras, evitando a precarização da atividade.
- Step Médicos e Veterinários: reivindicação da aplicação dos aumentos percentuais e step para servidores TAEs médicos e médico-veterinários.
- Plano de capacitação: reivindicação por autonomia das IFEs na execução de Planos de Capacitação próprios, permitindo formação fora da Enap e o reconhecimento das instituições como escolas de governo.
- PUCRCE: os TAEs demandam a reabertura do prazo de adesão ao PCCTAE para os servidores que permaneceram no PUCRCE. O grupo de trabalho que tratava do tema foi encerrado unilateralmente pelo MGI.
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