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Suframa e Seplancti participam da abertura da XII Samep

Publicado: Quinta, 17 de Outubro de 2019, 15h52 | Última atualização em Quinta, 17 de Outubro de 2019, 16h33 | Acessos: 552

Todas as informações referentes ao Simpósio Amazonense de Engenharia de Produção da Ufam estão disponíveis na página do evento

Em sua edição de número 12, o Simpósio Amazonense de Engenharia de Produção reúne pesquisadores, empresários e profissionais da área e afins para debater, no ambiente acadêmico da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) sobre as repercussões econômicas da Indústria 4.0 sobre o Polo Industrial de Manaus (PIM). O evento, cuja abertura ocorreu na noite de quarta-feira, 16, tem programação até esta sexta-feira, 18, nas dependências da Faculdade de Tecnologia (FT), no setor Norte do Campus Sede.

O evento é realizado em colaboração com Universidade do Estado do Amazonas (UEA), do Instituto de Federal do Amazonas (Ifam), além do apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). A expectativa é receber, nestes três dias de atividades, cerca de 300 participantes.

Além de continuar realizando o Simpósio durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, neste ano, a coordenação do Simpósio inova ao apresentá-lo na modalidade de Nacional. Um dos ganhos é a participação de palestrantes vinculados a instituições de Portugal e dos Estados Unidos, e ainda de gerentes de diversas empresas instaladas no PIM.

Ao abrir as atividades, o reitor, professor Sylvio Puga, destacou que a Universidade é o lugar de onde provém toda a expertise no tocante às inovações necessárias, sejam elas técnicas, sociais ou econômicas. “Eu quero dar os sinceros parabéns aos organizadores do evento e a todos os presentes. A Universidade Federal do Amazonas sente-se honrada de estar, mais uma vez, realizando um evento deste porte e de tamanha importância. Desejamos três dias de intenso debate e de grande produção para o nosso Estado”, declarou o reitor. O professor Sylvio Puga destacou ainda que, nos seus mais de 20 anos como servidor da Universidade, o coronel Menezes Júnior é o segundo superintendente da ZFM a estar na Ufam. "A presença é mais significativa por se tratar de uma participação importante neste evento nacional da nossa Instituição", afirmou.

O pró-reitor de Inovação Tecnológica, professor Waltair Machado, falou da alegria de estar participando do Seminário, inclusive porque, há mais de 30 anos, no ano de 1988, ele recebeu uma incumbência do chefe à época, o professor Labor, para começar a pensar o curso de Engenharia de Produção. “Em 2004, teve início a graduação. Eu penso que nós já demos a nossa contribuição para impulsionar esse processo, mas que agora é a vez dos mais jovens. A consolidação é com vocês, por isso, fortaleçam-se, estudem com empenho e os resultados aparecerão”, motivou o titular da Protec.

Alcance

Responsável pela palestra de abertura, o superintendente da Zona Franca de Manaus, coronel Alfredo Alexandre Menezes Júnior, veio ao Seminário acompanhado de todo o seu corpo técnico, de modo a tanto apresentar os trabalhos da ZFM neste intervalo quanto responder com a devida especificidade aos questionamentos do público. “Bem, o tema é provocativo, e me deixa muito contente o fato de termos professores tão renomados nesta mesa. Eu entendo que o grande desafio do Polo Industrial, no nosso caso, é a tecnologia aliada à sustentabilidade. Queremos compartilhar algumas coisas com vocês, por isso eu fiz questão de trazer todos os nossos adjuntos. Nosso intuito é deixar um legado melhor para as futuras gerações”, frisou o coronel e superintendente da ZFM.

Manuel Cardoso, coordenador da Câmara Técnica da Indústria 4.0 e do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Manaus (Codese), trouxe uma contribuição mais técnica. Segundo ele, essa indústria de que se está falando causa uma verdadeira e irreversível revolução nos processos de manufatura e produção, de forma a modificar completamente o contexto produtivo atual.

“Em geral, são consideradas 20 tecnologias que mudam essa indústria. E nós achamos que aceitar esse desafio que é muito importante para o nosso PIM”, argumenta Cardoso, ao acrescentar, como exemplo, o fato de que já são usadas, hoje, impressoras 3D para a produção de peças em metal, o que representaria aproveitamento integral da matéria utilizada. “Hoje, o nosso Polo Industrial utiliza uma tecnologia em que se aproveita cerca de 50% do material na produção de peças metálicas. Estamos com a proposta de trazer para cá uma indústria com esse perfil. Precisamos dominar as novas tecnologias. O desafio começa aqui na Universidade, com a formação do capital intelectual”, completou o convidado.

O chefe do Departamento de Engenharia de Produção, professor Dércio Luiz Reis, compartilha do mesmo entendimento de que naquela plateia estavam os responsáveis pelo futuro do estado. “Nós não podemos ficar reféns de tecnologias de fora. Este é um momento ímpar para o nosso curso, porque nós fizemos o Samep sempre olhando pra dentro, mas agora estamos com dois palestrantes de universidades estrangeiras. Eles irão passar a experiência do que tem sido feito nesses dois países (Portugal e Estados Unidos). Precisamos de recursos, mas também do empenho de cada um dos atores desta equação”, afirmou o docente do curso.

Esteve ainda na mesa de honra o titular da Secretaria de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), Jório Veiga, que representou o Governo do Estado na solenidade. “A secretaria está mudando um pouco o seu foco, e uma dessas iniciativas é a Indústria 4.0, de modo a alinhar os objetivos. Em segundo lugar, o empreendedorismo, que estamos trazendo e colocando à disposição de todos”, anunciou ele.

Por fim, fez algumas provocações aos presentes: “Indústria 4.0, 20 tecnologias, mudança no mercado de trabalho, tudo isso nos leva a questionar sobre a capacitação de quem irá operar essas tecnologias e, principalmente, de quem irá dominá-las; e as pessoas que perderão suas posições de trabalho em função dessas tecnologias. Um dos maiores desafios será exatamente dar um propósito de vida para essas pessoas. Porte das indústrias que vão operar essas tecnologias: micro, pequenas e médias empresas. Podemos levar isso para elas”, reforçou.

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