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Na Câmara dos Deputados, reitor defende Polo Industrial de Manaus como ponto de convergência entre desenvolvimento e sustentabilidade

Publicado: Quinta, 12 de Setembro de 2019, 10h53 | Última atualização em Quinta, 12 de Setembro de 2019, 13h46 | Acessos: 496

Baseado na tese de propostas inéditas de professores pesquisadores da própria Ufam, Alexandre Rivas e José Alberto Machado e do pesquisador José Aroudo Mota, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o reitor apresentou a ideia de se implementar selo ecológico ao Polo Industrial de Manaus (PIM)

Texto: Assessoria do deputado federal Bosco Saraiva 
Edição: Carla Santos/Equipe Ascom

 

O reitor da Universidade Federal do Amazonas, professor Sylvio Puga, esteve nesta quarta-feira, em Brasília, participando de audiência pública onde o Polo Industrial de Manaus (PIM) pôs-se em voga. Junto a parlamentares do Amazonas, ele defendeu o modelo econômico como ponto de convergência entre desenvolvimento econômico e sustentabilidade. O assunto foi apresentado na Câmara dos Deputados como prévia do Sínodo da Amazônia, que será realizado em outubro, no Vaticano, presidido pelo Papa Francisco.

Durante seu pronunciamento, o reitor da Ufam fortaleceu a proposta de criar o ECOPIM, um modelo de selo ecológico a ser aplicado ao Polo Industrial de Manaus (PIM). Partindo da conclusão dos estudos inéditos dos professores da Ufam, Alexandre Rivas e José Alberto Machado, além do pesquisador José Aroudo Mota, do  Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), descritos na obra "Instrumentos Econômicos para a Proteção da Amazônia - A experiência do Polo Industrial de Manaus, de 2009, ele explicou que a concepção da ideia é certificar as empresas que se preocupam com a preservação da Amazônia. 

"Para isso, as empresas teriam de preencher requisitos dentro de políticas públicas nas áreas ambiental, desenvolvimento regional, social e de educação”, argumentou, mencionando os estudos científicos, fruto de pesquisa na Ufam.   Além do reitor e também pela Ufam, o próprio autor do livro citado pelo reitor, o pesquisador Alexandre Rivas teceu considerações durante o debate. Para ele é necessário desfazer mitos sobre a região e reelaborar políticas públicas que abarquem a real complexidade da região. “Amazônia não é um Jardim Botânico. Para nós, não é intocável, já que a conservação precisa ser concebida na relação com os seres humanos. É preciso um olhar para as pessoas na Amazônia’. 

Entre os parlamentares, o presidente da comissão Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços (Cdeics) da Casa, Bosco Saraiva, a unificação do debate contribui para informar a população brasileira sobre a importância da ZFM para manter a floresta em pé. 

“A Amazônia desperta interesse internacional, mas também é motivo de fantasias. Falta informação e conhecimento sobre a Amazônia, por isso, precisamos realizar debates sobre novas iniciativas para a região com mais diversidade de ideias. A Igreja realiza um enorme trabalho pela região ao pautar o tema de forma global, ao passo que realiza a sua jornada sinodal com a preocupação de ouvir as populações locais”, evidencia o parlamentar. 

Representando a Igreja, o coordenador Nacional de Articulação da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam/Brasil), Leon Patrick Afonso de Souza, apresentou a trajetória de eventos para a preparação do Sínodo da Amazônia junto a povos e comunidades da região, mas também lembrou que a iniciativa somente foi possível diante do compromisso do Papa Francisco para com a Amazônia e as pessoas que vivem nela.

“A Igreja seguirá firme na defesa dos direitos humanos e dos direitos da natureza. O Sínodo não é um apenas um pontapé inicial, nem tampouco o ponto de chegada. É um marco na caminhada e um tempo de oportunidades, não apenas para a Igreja, mas para os governos, movimentos sociais e para toda a sociedade”, explicou.

Debate

O vereador da Câmara Municipal de Manaus, Elias Emmanuel, reforçou a importância da discussão do tema por parte da Igreja, num momento em que a comunidade política internacional pressiona o governo brasileiro por políticas eficientes para que o desenvolvimento econômico da região também signifique preservação ambiental.

“A Igreja não descobriu a Amazônia agora e está claro que a instituição não tem a intenção de debater a soberania do Brasil em relação a esse território. A Amazônia é patrimônio dos brasileiros a serviço da humanidade. O Sínodo redireciona a ação evangelizadora da Igreja”, ressaltou.

O deputado estadual do Amazonas, Serafim Corrêa, apresentou dados que revelam que o desmatamento da Amazônia não avança junto à fronteira do Amazonas, único estado do Brasil a manter 98% da sua floresta em pé. “O motivo é a Zona Franca de Manaus, que gere empregos no Amazonas e em vários outros estados, como São Paulo”, explicou.

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