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Reitor anuncia duas novas turmas de Licenciatura Indígena

Publicado: Quarta, 14 de Agosto de 2019, 17h05 | Última atualização em Quarta, 14 de Agosto de 2019, 17h18 | Acessos: 774

A graduação em Licenciaturas Interculturais irá beneficiar etnias de dez municípios no entorno da capital, somando cerca de 100 alunos

Por  Márcia Grana, Irina Coelho e Ana Carla Santos
Equipe Ascom Ufam

Representantes dos povos Dessana, Tikuna, Baré e Mura estiveram, na manhã desta quarta-feira, 14, na Reitoria da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), onde foram recebidos pelo reitor, professor Sylvio Puga, que anunciou a oferta de duas novas turmas de Licenciaturas Interculturais pela Instituição. Antes do encontro, eles expuseram um pouco da cultura indígena com cânticos típicos e amostras de rituais.

 “A demanda que os senhores nos apresentam passa longe de ser uma reivindicação para a Ufam. Para nós, ela é sim a reafirmação de um compromisso que a Universidade tem, historicamente, com os povos indígenas”, afirmou o reitor aos representantes indígenas. Ele completou: “Iniciei minha atividade de professor na Ufam há 21 anos e minha primeira atividade fora do campus foi justamente em São Gabriel da Cachoeira ministrando aulas para turmas indígenas”.

A vinda do grupo de líderes à Ufam faz parte de uma tradicional marcha que anualmente elege pautas específicas nas áreas da educação, da saúde, entre outras. Neste ano, no campo da educação se ateve à pauta da instalação das turmas indígenas, que, em função do contingenciamento de recursos por parte do governo federal, precisou ser reelaborada para não deixar de ser atendida pela Universidade.

As aulas serão sediadas na capital, no Centro de Formação situado na sede da Fazenda Experimental, no km 38 da rodovia BR-174. O curso é normal, regular, com duração de cinco anos. O currículo é tradicional e provém das áreas comuns da Pedagogia, mas também é formulado a partir dos conhecimentos tradicionais indígenas.

Presente no movimento, o professor do Departamento de Educação Escolar Indígena da Faculdade de Educação (Faced), Gersem Santos Luciano, explicou que a quarta marcha que trouxe as lideranças ao prédio da Reitoria é uma tradição, tendo em vista que, anualmente, um tema é submetido como agenda para que possa ser debatido junto ao poder público e solucionado.

“Nesse caso, a criação das turmas estava indefinida e o edital o qual beneficiaria etnias de dez municípios no entorno da capital não pôde ser concluído dentro do tempo que esperávamos. Entendemos naquele momento que a preocupação da Instituição era quanto a oferta das refeições aos alunos oriundos das aldeias, mas nós também assumimos a responsabilidade e vamos colaborar sanando esse problema”, celebrou o professor Gersem Santos.

Compromisso com a causa indígena

Ainda para o professor e membro do movimento, no que se refere às políticas indígenas, a Ufam avançou gradativamente nos últimos anos. “A gente percebe isso. O compromisso do reitor com essas duas novas turmas é reflexo disso. O acordo que nós buscamos, de nossa parte indígena, é no sentido de contribuir e dar seguimento e até aperfeiçoar os nossos processos. Acho que esse é o caminho”, reiterou o docente.

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