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Faced promove Simpósio Programas de Privação e Restrição de Liberdade de Adolescentes no Amazonas

  • Publicado: Terça, 08 de Outubro de 2019, 18h06
  • Última atualização em Quarta, 09 de Outubro de 2019, 17h09
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A Faculdade de Educação da Universidade Federal do Amazonas (Faced/Ufam) promoveu na segunda-feira, 7, no auditório Rio Alalaú, setor Norte, o Simpósio Programas de Privação e Restrição de Liberdade de Adolescentes no Amazonas. O evento contou com a presença do juiz titular da Vara de Execução de Medidas Socioeducativas do Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam), Luís Cláudio Cabral Chaves.

Organizado pela professora e coordenadora do Programa Atividade Curricular de Extensão (Pace), Maria Nilvane Fernandes, o simpósio teve a participação dos alunos do curso de Pedagogia que objetivou promover a aproximação entre os acadêmicos e as instituições que executam medidas socioeducativas. Estiveram presentes no evento os diretores dos cinco centros socioeducativos do Estado, dentre eles, destacam-se: Ricardo Péres, coordenador estadual do Programa Justiça Presente, do Conselho Nacional de Justiça (PJP/CNJ) e Adriana Maria Pena, gerente do Departamento de Atendimento Socioeducativo da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (DAS/Sejusc).

A palestra intitulada "Trajetória jurídica e processual do adolescente em conflito com a lei", proferida pelo juiz Luís Cláudio Chaves, na qual destacou a importância do debate sobre a temática. “O mais importante desse evento é o que ele sinaliza: que a socioeducação está saindo do gueto; está saindo da indigência, porque antes a socioeducação somente era matéria de visualização por parte da imprensa e da sociedade quando havia uma rebelião no centro socioeducativo. Hoje, discutimos previamente meios e maneiras mais eficazes para melhorar o atendimento socioeducativo no Estado e, com isso, redirecionar os adolescentes socioeducandos, buscando evitar que voltem a praticar atos infracionais no futuro ou de cometerem crimes na vida adulta. Acredito que o sistema socioeducativo vive um novo momento no Amazonas e acho importante elogiar o trabalho que está sendo feito nos centros socioeducativos, assim como no sistema de justiça, pois é um trabalho que se realiza em rede”, afirmou o magistrado.

O coordenador estadual do PJP/CNJ, Ricardo Péres, prestigiou a iniciativa do Simpósio de Socioeducação. “A possibilidade dos alunos extensionistas da Faced/Ufam debaterem a temática do adolescente em conflito com a lei antes de irem a campo de intervenção, ou seja, às unidades socioeducativas, é uma oportunidade riquíssima. Essa integração entre alunos, professora coordenadora e diretores dos centros socioeducativos garante um processo de mútuo aprendizado”, disse Péres.

Maria Fernandes entende que “o evento atingiu os objetivos almejados de realizar uma primeira aproximação entre acadêmicos da Ufam e das instituições de atendimento socioeducativo. Durante o simpósio diversos alunos foram falar com diretores e com a professora coordenadora, interessados em realizar estágios e atividades de extensão nas unidades, bem como possibilitou a eles compreender o papel do juiz na execução das medidas e reconhecer as boas práticas realizadas na Vara de Execução de Medidas Socioeducativas".

Assinatura

Durante o evento, foi assinado termo junto ao Pace/Ufam para que os alunos possam estagiar nas unidades. “Nesse primeiro momento, vamos conversar com os diretores (dos centros) e entender quais são as demandas, para que, então os alunos possam elaborar atividades a serem desenvolvidas com os internos”, explicou a coordenadora do Pace, Maria Fernandes.

Os estagiários serão oriundos de diversos cursos, como Direito, Letras, Filosofia, Pedagogia e Serviço Social. Essa é a primeira vez que os centro socioeducativos firmam parceria com o Pace.“Nosso papel hoje é informar como essas unidades funcionam e, sobretudo, falar de uma agenda positiva que temos. Ressaltamos a importância que todos esses cursos têm no sistema e como cada um deles pode contribuir no desenvolvimento do interno”, finalizou a gerente DAS/Sejusc, Adriana Pena.

 

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