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Nabor da Silveira Pio, da Engenharia Florestal, torna-se professor titular da Ufam

  • Publicado: Quinta, 01 de Agosto de 2019, 17h50
  • Última atualização em Segunda, 05 de Agosto de 2019, 15h31
  • Acessos: 1137

Por Cristiane Souza
Equipe Ascom/Ufam

Eu sempre digo que onde tem madeira, tem vida”. Essa é uma das máximas do engenheiro florestal convicto Nabor da Silveira Pio. Na tarde da última terça-feira, 30, com quase 29 anos de docência, o mestre e doutor nessa área defendeu o memorial acadêmico que o possibilitou a promoção à classe de professor Titular da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). A defesa foi prestigiada pelos pares da comunidade científica, amigos e familiares, na sala Vitória Régia do Centro de Ciências do Ambiente (CCA), no Setor Sul do Campus Sede.

A trajetória, iniciada ainda no ano de 1984, quando ingressou na graduação, ficou registrada numa capa dura elaborada pelo avaliando e entregue à banca. Para além de ser apenas uma exigência legal, a defesa do memorial é uma oportunidade que os professores de carreira têm para compartilhar suas histórias de vida e suas contribuições nas respectivas áreas de atuação.

O próprio professor Nabor conta orgulhoso de como teve início a história dele na então Universidade do Amazonas (UA). “Naquela época, eram só cinco engenharias aqui – Civil, Elétrica, Mecânica, de Pesca e Florestal. Eu analisei o contexto e concluí que a Engenharia Florestal seria uma boa opção. Ingressei em 1984, passei dois anos em Manaus, fazendo o chamado ciclo básico, e, de 1986 a 1989 eu estudei em Curitiba as matérias específicas”, expôs o agora professor titular, ao citar o convênio com a Universidade Federal do Paraná, que tornou possível a oferta desse curso de graduação na Federal do Amazonas.

Logo que se formou, em setembro de 1989, o jovem engenheiro conseguiu um emprego na capital paranaense, permanecendo lá por mais três meses. Voltou para as férias de fim de ano com a família, em Manaus, e decidiu ficar por conta do grande interesse numa seleção para o mestrado no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Em 1990, surgiu a oportunidade de se tornar professor universitário, na qual o professor Nabor Pio viu se materializar o projeto de vida que tinha desde os tempos de estudante: a carreira acadêmica.

Na Ufam

“Fui aprovado para lecionar a disciplina de Indústrias Florestais, mas o tema que eu trabalhava aqui na Universidade era diferente do que eu estudava no mestrado do Inpa. Foi então que eu decidi pedir o desligamento, por orientação de um professor meu à época. Terminado o estágio probatório, que era de dois anos, eu saí para fazer o mestrado na Federal do Paraná, na grande área de Tecnologia da Madeira. Lá eu trabalhei com painéis compensados”, rememorou o professor, em sua defesa.

Mais tarde, em 1998, foi aceito para dar continuidade aos estudos de pós-graduação, iniciando o doutorado também na UFPR, onde, desta vez, trabalhou com um material chamado LVL (um tipo de painel composto por madeira microlaminada), uma espécie de madeira estrutural muito usada em países como os Estados Unidos para a construção de casas, por exemplo. A defesa da tese ocorreu no dia 12 de março de 2002.

Retornando à capital amazonense, agora com o título de doutor, o docente assumiu ainda importantes funções gerenciais, dentre as quais a de vice-coordenador e de coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais e Ambientais (PPGCIFA). Além disso, ele orientou projetos de monitoria, Iniciação Científica e mestrado, tendo ainda trabalhado em parceria com docentes do curso de Design, na área de desenvolvimento de produtos pela aplicação da madeira. Ele orientou os agora professores de carreira da Faculdade de Tecnologia (FT) Fábio Máximo, Cláudio Luiz e Larissa Alencar.

“O Design agrega valor ao produto, por isso mesmo há uma grande parceria entre essas duas áreas. Vou dar um exemplo, se você vende um metro cúbico de uma madeira para um país que aplica a tecnologia pelo valor de U$$1.300,00, depois você vai importar uma mesa por cerca de U$$5.000,00. Veja como é importante aplicar a tecnologia para agregar valor ao produto”, argumentou o professor ao discorrer sobre seu campo de estudo e pesquisa.

Reconhecimento

A comissão avaliadora foi formada pelos professores doutores Manuel de Jesus Vieira Lima Júnior (Ufam), na condição de presidente; Antônio de Lima Mesquita, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA); Joaquim dos Santos, (Inpa) e Paulo de Tarso Barbosa Sampaio (Inpa). Como suplentes, constaram os nomes dos professores doutores Gil Vieira (Inpa) e Hedinaldo Narciso Lima (Ufam).

“Os professores da banca ficaram muito satisfeitos. Foi só elogio ao meu trabalho, inclusive porque, dentro desse contexto que foi a apresentação do memorial, eu contei um pouco da minha origem. E não houve críticas; ao contrário, falaram da minha dedicação como docente da Universidade desde o dia 15 de outubro de 1990”, comemorou o professor Nabor Pio.

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