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Parceria beneficia jovens mães do interior do Amazonas

  • Publicado: Terça, 16 de Julho de 2019, 13h59
  • Última atualização em Sexta, 19 de Julho de 2019, 14h19
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Ufam recebe representante do Ministério da Cidadania com proposta de participação em projeto-piloto que beneficia jovens mães de municípios do Amazonas. Ufam será parceira atuando na formação de equipes locais.

A coordenadora-geral de Proteção Social de Jovens e Adolescentes, Roselita Sales, veio acompanhada por Zélia Laray, do Conselho Nacional Indígena da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), e reuniu-se na manhã desta terça-feira, 16, com o pró-reitor de Ensino de Graduação, professor David Neto, para apresentar a proposta de participação da Universidade no Programa Progredir. “O Departamento de Atenção à Juventude e à Adolescência, da Secretaria Nacional de Promoção do Desenvolvimento Humano, fez um diagnóstico que mostrou que 68% dos jovens que estão no CADúnico são mulheres mães que não trabalham e não estudam. E isso criou um desafio para o departamento que é pensar como a gente faz a inclusão produtiva ou qualificação ou empoderamento dessas mulheres, que hoje estão no Norte e Nordeste em sua maioria, se elas estão cuidando [de seus filhos]”, declarou Roselita Sales. “Fomos solicitados a pensar não em um programa para a juventude, mas em eixos que a gente pudesse acoplar a esse programa e nós pensamos em dois eixos que seriam o Projeto de Vida e Espaço de Ludicidade”, explicou.

Para o pró-reitor David Neto, a iniciativa é muito bem-vinda uma vez que permitirá à Universidade contribuir com a melhoria de vida da população amazonense. “A Universidade está de portas abertas. Essas parcerias vêm fortalecer a nossa Instituição”, afirmou o professor. “Temos vários cursos que podem trabalhar na formação de multiplicadores atendendo demandas das comunidades”, disse.

A diretora da Faculdade de Psicologia, professora Iolete Ribeiro, participou do encontro e ressaltou a importância do programa. “É uma boa iniciativa. Como é um projeto-piloto é para construir metodologia. A gente precisa de um tempo para avaliar e ir ajustando a metodologia”, expôs. “A intenção é construir um grupo de trabalho com professores de diferentes cursos para poder elaborar o projeto, mas a ideia central é que a Ufam faça a formação das equipes que vão trabalhar nos municípios atendendo os jovens beneficiários desse projeto. Creio que é importante envolver as Faculdades de Educação, de Educação Física, o curso de Serviço Social e de Direito, cursos que estão envolvidos nessas políticas de atenção à juventude”, declarou.

De acordo com a coordenadora, as ações a serem implementadas são voltadas a inserir a mulher no mercado de trabalho promovendo atividades de capacitação aliadas ao cuidado com as crianças. “No eixo de cuidado, a gente está pensando em trabalhar o com os espaços de ludicidade onde essa mulher, por mais ou menos três horas, possa deixar a sua criança e possa se desenvolver, fazer um curso, se qualificar, preparar seu projeto de vida com uma equipe multidisciplinar acompanhando essa mulher no desenho desse projeto”, revelou.

Ainda segundo Roselita, a Ufam irá trabalhar na capacitação de equipes para o atendimento nos municípios onde o programa será aplicado. “A Ufam será um canal de operacionalização dessa ação a partir de um Termo de Execução Descentralizada (TED). Ela será o braço executor disso. O programa é nacional, mas ele começa por regiões e aqui na região Norte, o Amazonas é que vai basilar para os outros estados. O Programa nasce aqui no Amazonas”, informou.

A previsão é que as ações tenham início nos locais definidos até o mês de setembro.

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