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Plenária Nacional da Andifes debate “Realidade e Futuro da Universidade Federal”

Publicado: Sexta, 19 de Junho de 2020, 12h41 | Última atualização em Sexta, 19 de Junho de 2020, 14h24 | Acessos: 1418

Por Márcia Grana
Equipe Ascom Ufam

 

Durante o encontro virtual dos reitores foram ressaltadas as ações emergenciais de combate à Covid-19 implementadas pelas universidades federais, como a criação de 656 leitos de UTI nos hospitais universitários para tratamento da Covid-19 e mais de 70 ações de testagem da doença com a realização de 2.600 testes diariamente

 

Nesta quinta-feira, 18, foi realizada a Plenária Nacional da Associação dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). Durante a reunião on-line que integra o I Congresso da Associação,  reitores apresentaram sínteses das reuniões do dia anterior, com o levantamento dos principais desafios da gestão universitária, considerando a complexidade do momento, marcado pela pandemia de Covid-19, e a diversidade de realidades universitárias.

Universidades federais no combate à Covid-19

A Plenária Nacional iniciou com a apresentação de um vídeo produzido pelo Colégio de Gestores de Comunicação da Andifes (Cogecom), no qual se reafirmava que, em um momento tão complexo como o de combate à pandemia de covid-19, as universidades estavam a serviço da sociedade.

Entre as ações emergenciais implementaras pelas universidades federais, além das 1.265 pesquisas específicas em andamento sobre o novo vírus estão a criação de 656 leitos de UTI nos hospitais universitários para tratamento da covid-19, a criação de 2.502 leitos específicos para pacientes diagnosticados com a doença, 109 ações de produção de álcool em gel e demais produtos sanitizantes, os quais foram distribuídos gratuitamente, 118 ações de produção de equipamentos de proteção individual (EPI’s) como 251 mil protetores faciais, 103 mil máscaras de tecido, 12.500 viseiras de proteção, 29 mil pares de luvas, 8.600 aventais, 2 mil capuzes, 10 mil toucas, 227 sondas nasotraqueais, 71 ações de testagem do novo Coronavírus, com 2.600 testes realizados por dia, 1.211 campanhas educativas, entre outras iniciativas.

Universidade - patrimônio da sociedade

Durante seu pronunciamento, o presidente da Andifes e reitor da Universidade Federal da Bahia, professor João Carlos Salles, ressaltou a universidade como patrimônio da sociedade. ”Tais iniciativas, além de mostrarem a universidade pública como patrimônio brasileiro, demonstram que temos respondido bem ao desafio brusco da pandemia de covid-19. As ações apresentadas são apenas uma pequena amostra do conjunto de ações desenvolvidas nas nossas universidades, mas cada uma fez muito mais do que foi apresentado. Cada instituição é fonte da energia fundamental da Andifes em um projeto de Estado que torna a Universidade um lugar natural de conhecimento e solidariedade.  Esse congresso vem em boa hora. Ele faz parte de um conjunto de ações da diretoria da Andifes para configurar um projeto a ser apresentado ao Governo em um exercício sofisticado da autonomia universitária”, declarou o presidente da Andifes.

Após o pronunciamento do presidente da Andifes, todos os reitores das Universidades federais tiveram a oportunidade de expor as iniciativas de combate à Covid-19 e seus planos de retomada de atividades presenciais, de acordo com as peculiaridades da Universidade que dirige. Para conferir o pronunciamento de cada um dos gestores, acesse a Plenária Nacional - I Congresso Andifes

Iniciativas Ufam

O reitor da Ufam, professor Sylvio Puga, destacou as medidas adotadas na Universidade Federal do Amazonas desde o início da pandemia de covid-19. “Desde o dia 13 de março, quando foi registrado o primeiro caso de covid-19 no Amazonas, suspendemos as atividades presenciais na nossa Universidade, mas isso não significa que estivemos parados durante esse tempo. Assim como as universidades coirmãs, nós nos mobilizamos e fizemos um conjunto de atividades, que foram desde a produção de álcool em gel, de máscaras, de cartilhas voltadas à informação da comunidade. Tivemos 5 inserções de docentes nossos em jornais de âmbito nacional, isso sem contar os jornais locais que, permanentemente, veiculavam informações relevantes produzidas por nossos pesquisadores para a sociedade local”, elencou o reitor da Ufam.

Atividades extracurriculares e Plano de Biossegurança

Ele destacou ainda a boa adesão de graduandos às atividades extracurriculares e a elaboração do Plano de Biossegurança da Ufam para um retorno seguro das atividades presenciais. “Gostaria de destacar dois assuntos importantes. No mês de maio, instituímos a Portaria 36 da Pró-reitoria de Graduação permitindo as atividades extracurriculares da Universidade. Ela não é uma atividade obrigatória nem para o professor, nem para o aluno, é por adesão, mas tivemos uma receptividade muito grande na instituição. Por se tratar de uma atividade extracurricular, está mais ligada a disciplinas optativas. Então, foi bastante expressivo o contingente de alunos que tem participado dessas atividades, evidentemente, pelos meios tecnológicos de que dispomos. Também no mês de maio instituímos uma comissão que fez uma prospecção junto às unidades acadêmicas para elaboração do Plano de Biossegurança da Universidade. Essa comissão tem trabalhado arduamente e o Plano foi finalizado na data de ontem dentro da Comissão e, na próxima semana, vamos submetê-lo aos Colegiados Superiores, tanto ao Conselho de Administração (Consad) quanto ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão e ao Conselho Universitário (Consuni) da nossa Ufam . O nosso entendimento é que só poderemos retornar, em qualquer modalidade, a partir do Plano de Biossegurança. É assim que estamos tratando essa questão”, destacou o professor Sylvio Puga.

Conferência de encerramento

A conferência de encerramento do I Congresso da Andifes, intitulada “O assassinato do espírito”, foi proferida pelo docente da Unicamp, doutor Roberto Romano. No compartilhamento de suas referências conceituais, o professor de Ética e Filosofia Política da Unicamp destacou o pensamento do cientista político e filósofo inglês Francis Bacon quanto a conhecimento ser importante aliado de políticas de Estado e demonstrou preocupação com a corrosão da autoridade científica na atualidade. “Dizia Bacon que saber e poder encontram-em um só bloco, que políticas estatais e conhecimento científico formam apenas um grupo. Os modelos de poder estatais instalam universidades como base de poderio e governos que valorizam suas universidades crescem no conceito de conserto de duas nações. A Universidade deve ser vista como aliada de projetos de Estado. A corrosão da autoridade ética e científica, o ataque às autoridades científicas caracterizam fascismo e anunciam desertos acadêmicos”, ressaltou o palestrante.

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