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Formação continuada - Escola de Socioeducação do Amazonas, localizada na Ufam, realiza mais de 3 mil certificações no primeiro ano

Escrito por ascom.ufam | Publicado: Sexta, 04 de Setembro de 2026, 16h09 | Última atualização em Sexta, 04 de Setembro de 2026, 18h11 | Acessos: 113

A Escola Estadual de Socioeducação do Amazonas (EES-AM), localizada na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no primeiro ano, realizou mais de 3 mil certificações, por meio de 15 ações formativas. A iniciativa, ligada ao Grupo de Estudos, Pesquisa e Extensão sobre Políticas, Educação, Violência e Instituições (GEPPeVi/Ufam), busca qualificar profissionais que atuam no Sistema Socioeducativo e na rede de proteção de acordo com as diretrizes nacionais da política de socioeducação. 

A formação continuada contribui para a qualificação do atendimento aos adolescentes que cumprem medidas socioeducativas, com conteúdos relacionados aos direitos humanos, educação e responsabilização. Além, claro, de promover a troca de experiências, organizar conhecimentos produzidos a partir das práticas profissionais e discutir os desafios encontrados no atendimento aos adolescentes.

Inaugurada em 22 de agosto de 2025, a EES-AM registrou mais de 2.300 participações de profissionais da Rede de Proteção, 612 do Sistema Socioeducativo em Meio Fechado e 578 do Meio Aberto. De acordo com o coordenador adjunto da EES-AM, Ricardo Peres da Costa, esses números demonstram o alcance das ações da Escola e seu papel no fortalecimento da formação continuada e da articulação entre os diferentes atores envolvidos no atendimento aos adolescentes. 

“A EES-AM nasce dentro da Universidade com o espírito indissociável de articular Ensino, Pesquisa e Extensão, de forma a democratizar o acesso do público ao qual se destina, e aproximar a socioeducação da Universidade e a Universidade dos trabalhadores da socioeducação”, afirmou o docente.

Parcerias 

A implantação da EES-AM envolve uma parceria interinstitucional entre a Ufam, por meio da Pró-Reitoria de Extensão (Proext), com a Secretaria de Estado de Assistência Social e Combate à Fome (SEAS), a Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (SEJUSC), a Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (SEMASC) de Manaus, as secretarias municipais de assistência social dos demais municípios do Amazonas, o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA), órgãos do Sistema de Justiça e outras instituições públicas.

Família, comunidade e rede de proteção

Segundo o coordenador adjunto da EES-AM, professor Ricardo Peres da Costa, a  EES-AM, o aperfeiçoamento dos profissionais também fortalece a articulação entre família, comunidade e rede de proteção, ampliando as possibilidades de construção de projetos de vida e de reintegração social dos adolescentes.

“A formação continuada dos profissionais do Sistema Socioeducativo contribui para a qualificação do atendimento aos adolescentes, fortalecendo conhecimentos e práticas baseadas nos direitos humanos, na educação e na responsabilização. Profissionais mais preparados conseguem compreender as necessidades individuais dos adolescentes e desenvolver estratégias de atendimento mais humanizadas, educativas e adequadas às diferentes situações”, explicou.

Para a coordenadora da EES-AM, professora Maria Nilvane Fernandes, ao aproximar a Universidade dos trabalhadores da socioeducação e promover o aperfeiçoamento contínuo das práticas, a EES-AM contribui para que o cumprimento da medida socioeducativa seja uma oportunidade de desenvolvimento, cidadania e reintegração social. “Um dos principais desafios enfrentados no primeiro ano de atuação foi a própria dimensão geográfica do Amazonas, que dificulta o acesso dos profissionais e a realização das formações.Entre as metas da Escola está a implementação de um curso de especialização lato sensu e a ampliação da oferta de vagas em programas de mestrado e doutorado destinados aos trabalhadores da área”, destacou.

Diretrizes 

A Escola segue as diretrizes da Resolução nº 244/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), que prevê a implementação de núcleos de formação continuada nos estados brasileiros por meio de Termo de Execução Descentralizada (TED) entre a União e as universidades federais. As ações formativas são divulgadas previamente pelos canais de comunicação da EES-AM, incluindo o Instagram do GEPPEvi/Ufam), além de e-mail e WhatsApp.

GEPPEvi 

Criado em 2019, o Grupo de Estudos, Pesquisa e Extensão sobre Políticas, Educação, Violência e Instituições (GEPPEvi), da Faculdade de Educação (Faced/Ufam), desenvolve atividades voltadas à reflexão sobre educação e sobre as realidades histórica, política e social de pessoas inseridas em contextos de proteção e de privação de liberdade. O grupo é coordenado pelos professores Maria Nilvane Fernandes e Ricardo Peres da Costa e reúne pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação, profissionais da área e trabalhadores dos sistemas de proteção, socioeducativo e prisional.

As atividades incluem cursos, formações, pesquisas, ações de extensão, iniciação científica e inovação tecnológica relacionadas à violência e às instituições que atendem crianças, adolescentes e jovens. As pesquisas estão organizadas em seis linhas: construção histórica e problemas sociais no capitalismo contemporâneo; Estado, políticas e organismos internacionais; infância, adolescência, juventude e suas instituições; menorismo, imputabilidade penal e trabalho precoce; questão social, sujeitos e instituições escolares e não escolares no contexto amazônico e brasileiro; e sistema econômico, história, teoria e fundamentos da educação.

 

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