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Pesquisadora da Ufam desenvolve plástico a partir da fécula do cará

Publicado: Quarta, 08 de Janeiro de 2020, 09h16 | Última atualização em Sexta, 10 de Janeiro de 2020, 09h58 | Acessos: 773

Ana Cecília Nina Lobato é engenheira agrônoma e doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Agronomia Tropical da Ufam (PPGATR)

Por Márcia Grana
Equipe Ascom Ufam

A doutoranda em Agronomia Tropical da Ufam, Ana Cecília Nina Lobato, desenvolveu, a partir da fécula do cará, um material alternativo ao plástico para acondicionar alimentos. A pesquisa é resultado de uma parceria entre a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e o Instituto Nacional de Pesquisas na Amazônia (Inpa).

O estudo iniciou em 2015, no Programa Agricultura do Trópico Úmido (ATU) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Lá, foram desenvolvidas as embalagens biodegradáveis de cará. O trabalho resultou na dissertação de mestrado "Desenvolvimento e caracterização de filmes biodegradáveis a partir da fécula do cará (Dioscorea trifida L.f.) em diferentes períodos de fermentação",  sob orientação da professora Francisca das Chagas do Amaral e coorientação do professor Carlos Victor Lamarão Pereira. Agora, durante o doutorado, a pesquisadora utiliza o tubérculo que proporciona um material resistente à umidade, comestível e com potencial de produção em larga escala para o aprimoramento das embalagens, sob orientação da professora Albejamere Pereira de Castro e colaboração do professor Carlos Victor Lamarão Pereira.

“Experiências semelhantes de produção de biofilmes com mandioca e casca de banana já foram desenvolvidas. São alternativas sustentáveis ao plástico tradicional, que utiliza derivados do petróleo. O diferencial da pesquisa é a baixa concentração da fécula em relação às matérias-primas utilizadas na elaboração das embalagens biodegradáveis”, afirma a estudante.

Experiência

O estudo desenvolveu dois tipos de materiais, um no formato mais espesso e outro, em gel. “Para extrair a fécula para a elaboração dos filmes, os carás foram lavados, descascados, cortados, triturados, filtrados e submetidos à fermentação. O processo de fermentação variou entre duas e três semanas. Depois, o material foi filtrado e decantado por 48 horas e, em seguida, misturamos água, amido e glicerol, que é um agente plastificante, para a elaboração dos filmes biodegradáveis”, explicou a pesquisadora.

A orientadora do trabalho destaca o impacto da pesquisa no mundo científico. “Redução da contaminação dos plásticos sintéticos à base de petróleo, bem como valorização da agrobiodiversidade utilizando o cará (Dioscorea trífida) de forma a fomentar, ao mesmo tempo, a agricultura familiar no Estado do Amazonas”, ressalta a professora.

Ana Cecília defenderá sua tese em Agosto de 2021.

 

 

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