Professora da Ufam é a sexta mulher na Academia Amazonense de Letras

Ao centro, a nova imortal da Academia Amazonense de Letras, professora Artemis Soares, com integrantes da AcademiaAo centro, a nova imortal da Academia Amazonense de Letras, professora Artemis Soares, com integrantes da Academia
Por Carlos Wiliam
Equipe Ascom
 
A professora Artemis Soares, diretora da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia (Feff) e docente do Programa de Pós-graduação em Sociedade e Cultura na Amazônia (PPGSCA/Ufam), é a sexta mulher a ocupar um  assento na Academia Amazonense de Letras (AAL). A eleição que culminou na escolha da nova imortal ocorreu neste final de semana, na sede da AAL, no Centro. 
 
A professora Artemis Soares ocupará a vaga deixada por Paulino de Freitas e sua posse está marcada para o dia 17 de novembro. Para ela, sua missão dentro de um grupo tão seleto e renomado é clara: a de salvaguardar e preservar a cultura amazônica, promovendo novos saberes por meio de obras e outras ações de cunho literário e educativo.  
 
Trajetória - A professora titular da Ufam, e agora imortal, possui graduação pela Federal do Amazonas; mestrado em Educação Física pela Universidade de São Paulo (USP); doutorado em Ciências do Desporto pela Universidade do Porto, além de pós-doutorado pela Universitè de Paris e pela Universitè Rennes.  
 
Academicamente, ela ministra as disciplinas Cultura Corporal dos Povos Tradicionais e Seminário de Pesquisa, no PPGSCA do Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS); Dimensões Socioantropológicas do Esporte; Antropologia Cultural e Metodologia do Ensino da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia (Feff). Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em esporte e cultura, atuando principalmente nos seguintes temas: Estudo de Comunidade: Tradições desportivo-culturais, jogos tradicionais; Corpo: Corporeidade dos povos indígenas; rituais, estudos socioculturais-desportivos e atividade física escolar.
 
Brinde de boas-vindas à nova imortal da Academia Amazonense de LetrasBrinde de boas-vindas à nova imortal da Academia Amazonense de LetrasMemória e gratidão - Ao término da eleição, emocionada, a professora Artemis declarou que acabara de se tornar imortal no sentido simbólico, por ocupar o cargo e atribuir representatividade feminina à Academia. Dizendo-se honrada, ela valorou os já membros da Academia. "Ser escolhida por nomes tão importantes para ter um assento na Academia Anazonense de Letras me deixa muito feliz. É o reconhecimento por toda a dedicação em pesquisa e estudo ao longo de décadas. Dos sonhos que nasceram quando eu ainda vivia em Manicoré,  que se concretizaram e se fortaleceram em Manaus e em todos os lugares do mundo, onde pude levar a bandeira do nosso Amazonas, este é, sem dúvida, um dos mais surpreendentes.  Isso faz disparar em mim uma emoção que não pode ser descrita com palavras tamanha a proporção", afirmou a professora. 
 
Citando uma frase do ex-senador e relator da Constituinte, o amazonense Bernardo Cabral, ela encerrou seu pronunciamento. "Feliz do homem público que carrega consigo as orgulhosas cicatrizes do dever cumprido", com isso quero dizer que carrego as cicatrizes por ter buscado cumprir meu dever em noites de estudo, leitura, pesquisas e dissertações. Sinto que, até aqui, cumpri o meu dever, a minha missão", considerou, assegurando dedicação e que irá honrar o nome da Academia Amazonense de Letras.