Alunos de Engenharia Química desenvolvem produtos alimentícios regionais

 
Por Carolina Lemos
Equipe Ascom

Alunos da disciplina Laboratório de Processos, finalistas do curso de Engenharia Química da Ufam, passaram pela experiência de empreender a partir da criação de novos produtos alimentícios com matérias-primas regionais. Como proposta de avaliação da disciplina, o professor Paulo Simonetti levou a turma a desenvolver a empresa fictícia 'Puxirum', em que os alunos também poderam aprender sobre precificação, elaboração de missão, visão e análise de mercado.

De acordo com o professor Paulo, a turma foi divida e cada grupo ficou responsável para trabalhar um setor da ‘empresa’ (vendas, produção, marketing), recebendo orientações sobre todas as etapas da criação de uma empresa e dos produtos a serem comercializados. Os alunos tiveram também o cuidado de adequar os produtos às normas regulamentares da Anvisa. As produções desenvolvidas pelos estudantes tiveram como matéria-prima frutas, plantas e outros itens regionais, alguns até não-convencionais, visando mostrar o potencial amazônico na gastronomia para além do que já se conhece.

Nesta terça-feira, 28 de novembro, os alunos envolvidos na disciplina apresentaram toda a pesquisa e análise feita para a criação e produção dos itens, e dispuseram para venda as geleias, sorvetes, patês, suplementos e condimentos. Sorvete de capim santo com tapioca, de abacaxi com jambu, geleia de manga com pimenta e banana com castanha, patê de tucumã e de tambaqui com murupi estão na lista de produções, que ainda tem condimento em pó para temperar peixes e um suplemento alimentar feito a partir de cará roxo e branco.

Para os alunos da disciplina Ian Monteiro, Igor Calixto e Sauro Carvalho, o trabalho foi muito construtivo: “Podemos integrar nossos conhecimentos específicos com noções de empreendedorismo, técnicas de vendas e análise de mercado, ampliando o horizonte para colegas que pensam em investir em negócios próprios”, afirmou Igor.  “Aprendemos as etapas e processos para a criação dos produtos, o que nos possibilitou colocar na prática o que aprendemos durante o curso”, declarou Igor. “Despertou para uma nova visão de mercado para os engenheiros químicos, ampliando o olhar para o potencial amazônico dos produtos, diversificando o que já é oferecido”, confirmou Sauro.