Workshop de empreendedorismo apresenta aplicativos criados por estudantes da Ufam

Novo formato incluiu palestras, além da feira de appsNovo formato incluiu palestras, além da feira de appsWise, palavra inglesa que significa sábio, esperto e sensato, também é a sigla do Workshop de Inovação: Startup e Empreendedorismo digital da Universidade Federal do Amazonas, que já está na oitava edição.

Em 2017, além da apresentação de aplicativos desenvolvidos por acadêmicos do curso de Ciências da Computação, com a presença de possíveis investidores, o evento teve palestras sobre experiências de startups bem sucedidas e economia criativa.

O ‘Demo Day’ é a oportunidade que os acadêmicos têm para demonstrar que suas ideias são interessantes, inovadoras e funcionais. O auditório do Instituto de Ciências da Computação (Icomp) abrigou 11 equipes de discentes com trabalhos em diversas áreas, desde saúde até música, passando por apps de aprendizagem de idiomas, compras, auxílio para achar restaurantes e transcritor de podcasts – arquivos em áudio ou vídeo disponíveis na web.

Na avaliação da diretora do Instituto, professora Tanara Lauschner, a proposta prioriza o empreendedorismo no Amazonas. “A ideia é trabalharmos para fomentar a criação de várias startups de fundo tecnológico no estado para que possamos mudar um pouco nossa matriz de desenvolvimento a partir do emprego da tecnologia”, destacou.

TimeMed auxilia pessoas que fazem uso contínuo de medicamentos, inclusive por interação de vozTimeMed auxilia pessoas que fazem uso contínuo de medicamentos, inclusive por interação de voz

Coordenador do Workshop desde a primeira edição, o professor Eduardo Souto decidiu ampliar as atividades oferecidas, com inclusão de um ciclo de palestras além da feira de aplicativos. “O desenvolvimento dos apps é o resultado da prática de duas disciplinas, Empreendedorismo e Sistemas Distribuídos, esta última ministrada por mim. É um processo gradativo que promove o surgimento de startups ainda na academia”, explicou.

Este ano, três grupos já sinalizaram que vão para o mercado, o Musier, o Aplicacazzione e o Caupone. O professor lembrou ainda que projetos de edições anteriores estão em atividade, como a Dona Know, cujo trabalho é reunir destaques da agenda cultural da cidade.

 

Novas Ideias

As propostas são sempre dos grupos, ao verificarem a existência de uma demanda pelo serviço que pretendem desenvolver. “No caso do Podscritptor, a empresa pensou ‘existem milhões de conteúdos nesse formato’. Por que não criar um app que transcreva esse conteúdo para texto, permitindo a busca no texto”, apontou o coordenador do evento. Paulo Martins, um dos componentes do grupo, destacou que a inclusão de deficientes auditivos, que não têm acesso ao áudio, tenham acesso ao conteúdo das publicações através da mídia escrita.

Musier busca aproximar músicos de grupos autoraisMusier busca aproximar músicos de grupos autoraisJá o TimeMed funciona como um assistente que alerta e informa a hora exata de tomar os medicamentos de uso contínuo. “Ele é uma aplicação inovadora porque usa o processamento por voz para facilitar a interação do usuário desde o cadastramento. Outro fator interessante é a possibilidade de cadastrar amigos próximos ou familiares que ajudem no tratamento do paciente. Esses auxiliares também são alertados sobre os horários da medicação”, informou Gabriel Montenegro, um dos desenvolvedores da equipe.

Outro exemplo de aplicativo que surge para suprir uma demanda bastante específica é o Musier. Segundo um dos seus criadores, o acadêmico Willian Girão, que também é músico, as bandas autorais geralmente passam por um processo longo para a escolha de novos componentes.

“Pensando nisso, criamos um app pelo qual as pessoas desse nicho tenham acesso facilitado ao trabalho umas das outras”, informou. Inclusive, na versão demo que foi feita para o Iphone, é possível carregar audições que ficam disponíveis aos demais usuários.