Workshop Rede Cidadã discute fenômenos extremos na Amazônia


O Workshop Rede Cidadã, do projeto “Cidades amazônicas e eventos hidroclimáticos extremos: pesquisa para reduzir vulnerabilidade e estabelecer resiliência”, teve a palestra do professor do curso de Geografia da Ufam, Naziano Filizola. O evento teve início nesta quarta-feira, 25, e tem o seu encerramento programado para hoje à tarde, 26, às 17h.

O evento Workshop Rede Cidadã, reuniu pesquisadores e ribeirinhos no Retiro de Santana, na Avenida André Araújo, Aleixo, para discutirem alternativas no monitoramento de eventos Hidroclimáticos extremos na Amazônia e seus efeitos. Na programação desta manhã, o professor do curso de Geografia da Ufam, Naziano Filizola, discorreu sobre o monitoramento do regime das cheias e das secas nos rios da Amazônia pelos próprios moradores. 

A realização do evento teve a coordenação de representantes de várias instituições composta pela Ufam, Universidade de Lancaster (Inglaterra), Universidade Federal do Pará, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Museu Emílio Goeldi e conta com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e Recursos de Pesquisa do governo Britânico (Newton Found / British Concil).

Tendo como públicos-alvo comerciantes, ribeirinhos, estudantes, servidores municipais na área de saúde e educação, o Workshop faz parte do cronograma de atividades do projeto, e visa debater a problemática das grandes secas e cheias que tanto afligem a população da Amazônia e, principalmente, não são informados antecipadamente.

“A ideia do projeto é entender como as populações dos municípios de diferentes posições no estado do Amazonas, reagem aos eventos hidroclimáticos (cheias e secas, excesso de chuvas ou faltas) e como estas populações estão reagindo a isso. De que forma elas têm sido atendidas pelo poder publico para que a gente possa entender o contexto geral e o efeito desses eventos extremos que estão acontecendo nos últimos 20 anos. Qual a reação dessas populações e que experiências podemos tirar disso?”, disse o professor Naziano Filizola.

Segundo Givanildo Guimarães, morador do município de Maués, é uma oportunidade única estar participando da discussão destes fenômenos que tanto os atinge. “Assim, temos informações sobre os fenômenos climáticos que sofremos no município e podemos nos preparar para enfrentar suas consequências”, disse Givanildo.