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A história da Universidade Federal
do Amazonas inicia em 17 de janeiro de 1909,
quando um grupo de homens, idealistas e ousados,
irmanados de um forte espírito de construção
coletiva, fundou a primeira universidade brasileira,
a Escola Universitária Livre de Manáos,
mais tarde denominada Universidade de Manáos,
no coração da Amazônia,
enfrentando todas as hostilidades que o amazônida
aprendeu a vencer.
Essa grande empreitada, que
para muitos parecia temerária e inexeqüível,
exigindo grandes sacrifícios de seus
fundadores, revelou-se uma iniciativa de sucesso
e um exemplo de busca de melhor qualidade
de vida para o nosso povo pela socialização
do conhecimento.
A nova universidade, concebida
por Eulálio Chaves, já nasceu
alicerçada no espírito democrático
que hoje permeia a comunidade universitária,
com respeito à pluralidade de idéias,
elegendo diretamente Astrolábio Passos
como seu primeiro diretor geral, com os votos
dos docentes da Faculdade de Ciências
Jurídicas e Sociais, Faculdade de Medicina,
Faculdade de Ciências e Letras e Faculdade
de Engenharia que, juntas, constituíram
a Universidade de Manáos.
Para sua implantação,
convergiram forças de toda a sociedade
amazonense, desde a contribuição
financeira do simples cidadão, ansioso
pelo advento do ensino superior no Amazonas
às subvenções do Estado
e dos municípios de Manaus, Maués,
Parintins, Coari, Lábrea, Benjamin
Constant, Manicoré, Humaitá
e Codajás, comprometendo, desde então,
a nossa universidade com o homem do interior,
como efetivamente ocorre nos dias atuais.
Foram grandes as dificuldades
pelas quais passou a Universidade de Manáos,
até a sua desintegração
em cursos isolados. Maior ainda foi a determinação
da sociedade amazonense de refundar a sua
universidade em 12 de junho de 1962, por força
da lei federal 4.069-A, de autoria do seu
idealizador, o senador Arthur Virgílio
Filho, sendo rebatizada com o nome de Universidade
do Amazonas, e constituída pela reintegração
das instituições de ensino superior
isoladas que atuavam em nosso Estado. Com
a Lei Federal 10.468, de junho de 2002, passou
a ser denominada Universidade Federal do Amazonas.
A capacidade que nossa universidade
tem demonstrado de crescer nas adversidades
vem da sua construção coletiva,
desde a sua origem, da consciência da
relevância da pluralidade da sua comunidade,
da certeza de que para cumprir plenamente
seu papel social precisa de todos os seus
talentos, de todas as suas competências
e de todas as posições ideológicas,
sem espaço para exclusões.
O sonho da primeira década
do século passado, de implantação
de uma universidade amazônica, realiza-se
com a Universidade Federal do Amazonas, que
tanto orgulho dá ao povo amazonense,
avançando a cada ano na sua nobre missão
de cultivar o saber em todas as áreas
do conhecimento por meio do ensino, pesquisa
e extensão, contribuindo decisivamente
para a formação de cidadãos
e o desenvolvimento da Amazônia.
Hoje, a Ufam oferece 51 cursos
de graduação e 19 de pós-graduação
em nível de mestrado, sendo 13 credenciados
pela Capes, um em nível de doutorado
e cerca de 30 na modalidade lato sensu. Dos
766 professores que atuam nas 11 unidades
acadêmicas, 218 são doutores,
344 são mestres, 119, especialistas,
e 85, graduados. Em 2003, a Universidade possuía
regularmente matriculados 20,5 mil alunos
nas áreas de graduação
e pós-graduação.
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