Curso de Licenciatura Indígena da UFAM realiza exposição na Universidade de Coimbra

Fotografias mostram o cotidiano dos alunos e comunidades indígenas da região do Alto Rio Negro

Até o dia 24 de fevereiro, o curso de Licenciatura Indígena da Ufam realiza a exposição fotográfica “Vivência” no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES-UC), em Portugal. O objetivo é divulgar os trabalhos coletivos realizados pelo curso junto ao Laboratório Dabukuri do Departamento de Geografia na região do Alto Rio Negro.

A mostra, organizada pelos professores Ivani Faria, Thuane Tomie e André Zumak, joga um olhar para a cultura, território e vivência dos povos Yanomami, Baniwa, Baré e Kuripako, entre outros. São 24 fotografias que mostram as atividades cotidianas dos estudantes de Licenciatura, o convívio dentro das comunidades indígenas e paisagens do Rio Negro.

Segundo a organizadora, professora Ivani Faria, a exposição é uma forma de divulgar o trabalho do curso para o mundo. “A licenciatura indígena se propõe a ser muito mais do que um curso de ‘formação de professores’. Associamos a formação acadêmica à política e a valorização das culturas indígenas para criar uma educação superior indígena que forme cidadãos atuantes em seus contextos socioculturais. Acreditamos que é uma realidade que merece ser mostrada”, declara a professora.

Parceria                                                      

A exposição “Vivência” é uma das atividades propostas dentro do Termo de Cooperação assinado entre o curso de Licenciatura Indígena e o CES em 2016. O objetivo é promover o intercâmbio técnico, científico e cultural entre professores e estudantes das duas instituições por meio de atividades como seminários, cursos temáticos e visitas.

“Espera-se com o termo qualificar docentes e discentes, fortalecendo os princípios de descolonização do conhecimento; refletir e fortalecer a proposta político-pedagógica do curso; além de conhecer projetos que discutam e promovam a justiça social e o respeito à diversidade cultural dos povos”, explica Ivani Faria.